Claudia: Tornando-se um Cidadão Americano


Do México a São Francisco, esta estilista seguiu seu sonho e é uma orgulhosa nova cidadã norte-americana.

Havia uma agitação na multidão sentada na varanda do Teatro Paramount, em Oakland. Famílias e amigos sorridentes agitavam bandeiras americanas e crianças empolgadas agarravam ramos de flores. Foi como uma cerimônia de formatura com certificados que mudaram a vida e oradores de felicitações. Mas esta foi uma cerimônia de cidadania. Em poucos momentos, todos no andar abaixo seriam cidadãos americanos.

O funcionário da imigração no palco disse aos futuros cidadãos: "Este país é um lugar melhor por causa de seus talentos, caráter e personalidade. Obrigado por escolher os Estados Unidos".

Claudia Quijano estava orgulhosa com outros 1.003 imigrantes de 93 países de origem ouvindo o discurso. Cada pessoa foi convidada a se levantar quando seu país de origem foi chamado, momento em que a audiência aplaudiria até que todos os aspirantes a cidadãos estivessem de pé. O caldeirão cultural americano estava bem aqui, nesta sala, juntos, da Guatemala, ao Egito, à Alemanha, à África do Sul.

A cerimônia apresentou mensagens em vídeo da ex-secretária de Estado Madeleine Albright e do presidente Obama dando as boas-vindas aos novos cidadãos ao país e enfatizando o significado deste privilégio e dever. O orador principal foi um juiz de imigração e filha de imigrantes armênios e finlandeses, que falaram sobre engajamento cívico e serviço ao próprio país.

A viagem de Claudia começou há 9 anos, agosto de 2004, quando ela imigrou sozinha do México para Santa Rosa. Ela pediu asilo político e mudou-se para São Francisco pouco tempo depois. De volta ao México, Claudia estudou em uma escola de beleza e se apaixonou pela coloração dos cabelos. Ela começou a modelar em 1987 e teve seu próprio salão em 1991. Ela sonhava em encontrar sucesso nos Estados Unidos, mas sabia que teria que competir com tantos outros imigrantes e cidadãos americanos.

"É incrível. Para mim, é um dia muito importante. Representa o objetivo mais importante para mim em minha vida", disse ela.

Quando Claudia chegou aos EUA pela primeira vez, ela teve dificuldades para conseguir a documentação certa para residência legal. Ela obteve um advogado que a ajudou a tornar-se residente permanente, mas depois descobriu que ainda era difícil para ela assegurar os tipos de empregos que queria porque ela não era cidadã. Mas Claudia não desanimou.

Ela trabalhou como estilista em um salão no Distrito Missionário quando aprendeu sobre o Mission Asset Fund e o Lending Circles para o programa Cidadania, que conectou os aspirantes a cidadãos com recursos e acesso a financiamento para a taxa de aplicação da cidadania $680. Ela ficou sobrecarregada com o quanto a MAF foi capaz de lhe fornecer as informações de que precisava.

"Todos ali estavam sempre felizes e me ajudaram muito", disse ela com um sorriso.

Em janeiro de 2014, Claudia juntou-se a um Círculo de Empréstimos para a Cidadania e recebeu seu cheque para a taxa de inscrição do $680. Ela descreveu o processo de inscrição como "fácil" devido ao envolvimento e apoio do MAF e de outras organizações sem fins lucrativos.

Claudia está entusiasmada por muitos benefícios que virão como cidadã, mas a oportunidade de votar é a número um.

"Há muitas responsabilidades que eu tenho agora", disse ela. "O mais importante é que posso votar e melhorar minha vida".

Os candidatos recitaram o hino nacional seguido do juramento de cidadania e do juramento de lealdade. O momento foi emocional para Claudia.

"Eu quase chorei na cerimônia. Minha parte favorita foi cantar o hino com todos. Estávamos todos cantando e nos sentindo felizes", disse ela.

Seu conselho a outros imigrantes e cidadãos aspirantes é que lutem por seus sonhos e não desistam.

"Acredite em si mesmo e procure lugares para ajudá-lo", disse ela.

A cerimônia foi encerrada com um coro local cantando duas canções clássicas do folclore americano, "America the Beautiful" e "This Land is Your Land".

A amiga de longa data de Claudia, Maritza Herdocia, juntou-se a ela após a cerimônia para celebrar sua conquista. Claudia nomeou Maritca como o principal apoio para ela durante os últimos oito anos.

Para Claudia, tornar-se uma cidadã norte-americana significa abrir mais oportunidades. Durante anos, ela trabalhou como cabeleireira, alugando cadeiras em pequenos salões em São Francisco. Mas agora que ela é uma nova americana, ela está pronta para assumir algo ainda maior: abrir seu próprio salão de beleza.

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